O ambiente digital como catalisador de vendas durante a pandemia
N inguém ignora que as lojas online e as plataformas B2B salvaram as vendas de inúmeros negócios durante os últimos meses. A digitalização das empresas e, especialmente, dos processos de venda sofreu uma aceleração sem precedentes como resposta e saída para a crise sanitária provocada pela COVID-19.
Há cerca de um ano, o e-commerce tornou-se para muitos negócios a sua principal, e até única, via de vendas.

Porque é que o modelo tradicional de venda já não serve?
Num contexto de crise sanitária global em que as regras de abertura das lojas físicas mudam de um dia para o outro, as vendas online representam mais do que um alívio para negócios de todo o tipo. O comércio eletrónico deixou de ser o eterno segundo naquela lista de tarefas que nunca se chegava a cumprir para se consolidar como a melhor opção de presente e futuro das empresas.
Até agora, a falta de vontade, a procrastinação e as desculpas eram o dia a dia da tão sonhada transformação digital das empresas. Mas tudo mudou. A mais pura necessidade acelerou a adaptação a este ambiente. E… Oh, surpresa! Em geral, foi uma boa adaptação, já que muitos negócios, além de funcionarem já de forma semideslocalizada através do teletrabalho dos seus colaboradores, contam com uma nova via de vendas, online, que ajudou a manter o negócio à tona.
Como se não bastasse, os utilizadores que ainda não estavam familiarizados com as transações digitais tiveram de o fazer à força. O número de pessoas que consome produtos online multiplicou-se como consequência direta das restrições devidas à situação sanitária. O aumento das compras online durante este último ano bateu todos os recordes.

Para sermos competitivos neste novo ambiente, devemos concentrar os nossos esforços no grande impulsionador da mudança: o mundo digital. Porque, agora sim, já não há volta atrás. Os clientes viram os seus hábitos de consumo reeducados, acelerando a adaptação ao ambiente digital de milhares de pessoas que resistiam a esta via. E não se trata apenas de tendências pontuais, mas de novos hábitos que, em grande parte, se manterão no regresso à normalidade.
E é que, embora a pandemia tenha trazido muitas regras que previsivelmente se irão suavizando, a perceção do consumidor perante a simples ideia de ir a lojas físicas também mudou, talvez para sempre. Além disso, já não podemos ter a certeza de quando chegará o próximo confinamento.
Uma boa estratégia digital
Empresas de todo o tipo tiveram de acelerar vertiginosamente os seus processos de transformação digital nos últimos meses. Primeiro por obrigação e depois por hábito, o comprador também mudou e já não vai à loja com tanta naturalidade. Os pontos de venda físicos foram os mais prejudicados nesta crise, e isto propiciou esse avanço para a venda digital que há tanto tempo vinha a ser posto de lado.
Naturalmente, não se trata de abandonar o canal físico. Mas a difícil situação atual abriu-nos os olhos para a importância e as muitas vantagens do canal digital. Trata-se de nos adaptarmos e, porque não, de tirar o maior partido da situação. Já se sabe que os grandes avanços nascem das grandes dificuldades.
O esforço para começar a vender online o quanto antes foi significativo em muitas pequenas e médias empresas. Mas, uma vez superados os desafios (sem tanta dificuldade), podemos finalmente começar a usufruir dos benefícios da transformação digital. Não deixemos que esses esforços caiam em saco roto. O e-commerce e as plataformas B2B devem seguir uma estratégia não de sobrevivência, mas de aumento e diversificação das vendas.
O foco, no cliente
Seja num e-commerce ou num B2B, a experiência do cliente é a chave do sucesso da venda digital. O utilizador tem de confiar neste canal. Tornou-se o protagonista absoluto. A experiência que proporcionarmos será o fator diferenciador para que as vendas online funcionem, e não só a curto prazo.
O consumidor tornou-se mais exigente com a pandemia porque as suas necessidades de consumo também já não são as mesmas. A enorme queda na procura de produtos é uma resposta direta à mudança radical nos modelos de consumo e de lazer durante estes meses. Agora, mais do que nunca, o cliente exige um espaço personalizado, fácil de usar e rápido para as suas compras. Quer comprar sem complicações, quer fiabilidade e uma resposta rápida caso precise. Além disso, há mais concorrência do que nunca.
A pandemia exige flexibilidade. A grande oportunidade da venda online para fabricantes e distribuidores é que permite oferecer ao cliente uma experiência única. Os aspetos mais importantes no momento de desenvolver um e-commerce ou B2B centrado no utilizador são:
• Utilização intuitiva. Interface simples e compra fácil.
• Capacidade de self-service.
• Catálogos personalizados, ao gosto do cliente.
• Preços e ofertas exclusivos.
• Processo de compra rápido, sem intermediários, sem perder tempo.
• Possibilidade de comunicar com o vendedor sem obstáculos.
Se as nossas plataformas digitais de venda estiverem centradas na experiência do cliente, conseguiremos não só cativá-lo para uma compra, mas também fidelizá-lo a longo prazo.
A grande vantagem para o vendedor: a análise
Embora os esforços de digitalização das vendas tenham como fundamento o cliente, existe também um enorme benefício direto para o vendedor: a capacidade de análise.
Utilizando ferramentas de analítica avançada nos nossos canais de venda online, temos a garantia de dispor de toda a informação no momento, conhecendo as tendências de compra e tornando a tomada de decisões de negócio mais acessível e segura.
A análise desempenha um papel fundamental neste novo cenário, já que favorece a compreensão das necessidades do cliente, permite identificar de onde provém a procura e estabelecer estratégias de melhoria dos processos para melhorar a experiência do utilizador.
A proibição de abrir as lojas, os recolheres obrigatórios e até a relutância dos clientes em “ir às compras” da forma que conhecíamos obrigaram muitos a dar o passo, finalmente, para a digitalização dos seus canais de venda. Uma mudança acelerada, mas necessária.
Passado um ano, os utilizadores vão encontrando cada vez mais o equilíbrio entre a via online e a offline, beneficiando dos pontos fortes de cada uma delas. Neste contexto, uma empresa que fique à margem do ambiente digital está destinada a desaparecer. Felizmente, e como muitos já perceberam, a adaptação ao canal digital é muito mais simples do que parecia. Assim, aproveitemos as mudanças que se impõem no mercado para o bem e tiremos todo o partido desta situação inesperada. O consumidor já o faz.
Se precisa de pôr em marcha um e-commerce ou um B2B, não hesite em contactar-nos clicando nesta ligação. A nossa equipa irá ajudá-lo em todo o processo.
Alfonso_Rodriguez Ecommerce
6 min de lectura